EVENTO 2015

Acesse aqui os Anais do IV SECIRI


Os certificados de participação e de apresentação dos trabalhos estarão disponíveis pelo SIGAA
(Acesse o site e baixe o seu)





DIA 20/05/2015 


Mesa Redonda
Dilemas Éticos no Trabalho de Campo

Coordenador
Frank Marcon


Reconstrução de um caminho: polêmicas em torno da devolução de produtos audiovisuais para comunidades pesquisadas.

Prof. Dr. Hippolyte Brice Sogbossi (PPGA/UFS)

O objetivo desta fala é descrever e analisar aventuras antropológicas ocorridas entre 2009 e 2015 na República do Benin, África. Trata-se de incursões sucessivas em torno de pesquisas com produção de vídeo e fotografias, em perspectiva comparada Brasil-Benin. A pesquisa se realizou tanto individualmente quanto em grupo, e teve como foco principal a observação de manifestações culturais e do cotidiano de vários povos do país: religião, arte, técnica, procissões e toques de tambores, rituais diversos. A experiência e o caminho de volta revelaram-se singulares e permitiram questionar e explorar dimensões da relação pesquisador/pesquisado. O estudo das manifestações do ponto de vista diacrônico a partir de entrevistas post eventos é, por exemplo, um dos que permitem redimensionar a questão da pesquisa de campo. O conceito chave a ser explorado é o de reconstrução, acompanhado de outros como conflito e intervenção.


Antropologia como ética: Episteme e responsabilidade
Prof. Dr. Ugo Maia Andrade (PPGA/UFS)

Episteme e responsabilidade são associadas, respectivamente, aos domínios do fato e do valor, vistos como antitéticos, mas que na antropologia – mais que em outros saberes do campo das humanidades – são necessários a uma dialética do entendimento. Partindo de uma percepção de antropologia enquanto possibilidade reflexiva sobre modelos de criatividade humana e do trabalho de campo como experiência testemunhal da conjunção de tais modelos, os desafios radicais postos para a disciplina são simultaneamente éticos e epistêmicos, uma vez que estão relacionados à necessidade de transcender o divisor “nós/eles”, seja aceitando a sugestão de Roy Wagner de que “todos são antropólogos”, pressupondo a equipolência dos modelos de criatividade; ou assumindo, à maneira de Levinas, o outro como outrem, interlocutor de uma relação de não-poder e não-saber, pois irredutível ao mesmo,  direcionada à justiça. A partir de três contextos etnográficos, dois de pesquisa e um de perícia, propõe-se, nesta comunicação, refletir seminalmente a propósito dos limites para a transcendência do divisor “nós/eles”.


Antropologia, imagem e ética: a restituição da imagem na pesquisa antropológica

Prof. Dr. Luiz Gustavo P. S. Correia (PPGA/UFS)


A partir de algumas experiências de pesquisa e participações em fóruns de Antropologia e imagem, pretendo nesta comunicação discutir a restituição como compromisso ético e prática etnográfica, contextualizando e debatendo proposições e dilemas clássicos da área, como as indicadas pela antropologia compartilhada aos moldes de Jean Rouch, e o debate em torno das questões éticas e metodológicas envolvendo antropólogos em diversos contextos de pesquisa e campos de atuação. Assim, pretendo evidenciar a restituição como princípio fundamental do ofício do antropólogo e apresentar distintos posicionamentos sobre sentidos atribuídos a esta ação, seja como retorno do material produzido, como divulgação dos resultados da pesquisa ou, principalmente, como parte do processo colaborativo e da produção coletiva que caracterizam a pesquisa antropológica.


A MESA REDONDA DO DIA 19/05/2015



Mesa Redonda
Processos Identitários em Debate

Coordenador
Frank Marcon


Uma proposta cultural de leitura da violência de gênero
Prof. Dr. Carlos Magno Gomes (PROFLETRAS/UFS)
Este trabalho apresenta algumas reflexões sobre as contribuições dos Estudos Culturais para a ampliação do horizonte de expectativa do leitor contemporâneo a partir das questões identitárias. Debatemos como os pensamentos de Hall, Said e Bhabha podem ser aplicados a uma prática cultural de leitura voltada para a valorização das diferentes identidades em processos sociais de exclusão e rejeição. Como recorte, propomos um modelo de interpretação estético-cultural dos textos literários com ênfase na luta contra a violência de gênero.  Nesse processo, as releituras são fundamentais para revermos os paradigmas ideológicos patriarcais, ressaltando o lugar da revisão feminista como um ponto estratégico para a manutenção dos direitos da mulher e pelo fim do preconceito gênero conforme Rita Segato, Lia Machado e Vânia Pasinato.


Processos identitários: para se pensar as conexões entre poder e cultura

Prof. Dr. Marcelo Ennes (PPGS/UFS)

A proposta da comunicação é refletir criticamente sobre os usos essencializados e substancializados da noção de identidade nas Ciências Sociais feitos geralmente para caracterizar um determinado grupo social ou mesmo uma determinada sociedade. Nessa direção é comum ouvir ou ler expressões tais como “identidade sergipana”, “identidade brasileira”, “identidade do povo negro”. Essa abordagem, tanto no campo acadêmico como no campo político, pode nos conduzir formulações grupistas que em um primeiro se apoiam no discurso do direito às diferenças, mas se consolidam no isolamento e no enfraquecimento ou desaparecimento do espaço público. Como crítica a essas abordagens propomos pensar as conexões entre poder e cultura a partir de uma perspectiva relacional e reflexiva, denominada processos identitários, na qual privilegia-se quatro dimensões, a saber: os atores, as normas, as disputas e o contexto. Essas dimensões permitem pensar e explicar tensões políticas e culturais produtoras de classificação, hierarquização e transgressão social que caracterizam a sociedade contemporânea.



Salvador: uma cidade afro? Disputas Identitárias nos Discursos dos Museus

Prof. Dra. Mariana Selister Gomes (UFS)

A comunicação parte da discussão dos Estudos Culturais sobre a identidade não como um substantivo, mas sim como um processo de (re)(des)construção contínuo, imerso em disputas e relações de poder, para analisar o caso de Salvador-Bahia. O recorte para a análise se dá nos discursos de três museus da cidade. A escolha empírica fundamentou-se nos embates sobre a versão hegemônica da história do Brasil Colônia, a qual vem sendo criticada por seu caráter pouco crítico, eurocêntrico ou luso-tropical. Destes embates decorreu a Lei 10.639/2003 que obriga o ensino de História e Cultura Africana e Afro-brasileira nas escolas. Apesar do avanço no debate, as discussões centram-se no âmbito do ensino formal. No entanto, os museus também (re)produzem versões da História, através de suas narrativas, inseridas na emergência e na consolidação de uma ordem discursiva de saber-poder. A comunicação adentra neste espaço de disputas simbólicas para compreender quais versões da História do Brasil Colônia estão sendo difundidas em museus de Salvador, bem como, como essas histórias articulam-se com disputas identitárias. Os resultados indicam que enquanto o Museu Ilé-Ohun-Lailai sintetiza a emergência da identidade afro, o Museu Náutico reproduz o mito da democracia racial. Já o Museu Afro-brasileiro busca reformular sua narrativa, abrindo-se para o diálogo com o movimento negro.



BEM VINDOS AO IV SECIRI

O CREDENCIAMENTO ESTÁ OCORRENDO NO HALL DA DID VI -UFS

EXCLUSIVAMENTE ATÉ ÀS 19H.






  

 IV SEMINÁRIO DE ESTUDOS CULTURAIS, IDENTIDADES E RELAÇÕES INTERÉTNICAS 

Dilemas Éticos, o Campo e a Pesquisa

18, 19 e 20 de maio de 2015



O Seminário de Estudos Culturais, Identidades e Relações Interétnicas é um evento do grupo de estudos que leva o mesmo nome. O evento é bienal e ocorre desde 2009. O foco de nossos estudos e interesses é a reflexão sobre processos de identificação e diferença em múltiplas expressões e espaços, concentrando-se em expressões artísticas (arte pública, literatura, música, cinema); estudos sobre juventudes e estilos de vida contemporâneos; relações interétnicas de conflito ou de estratégias de solidariedade, manifestas através de formas de associativismo, parentesco, religiosidade e territorialidade; questões relativas aos estudos sobre cultura, história e populações africanas e na diáspora; bem como, estudos sobre políticas públicas e a relação entre educação e relações étnico-raciais. Com a realização deste IV Seminário procuramos interagir com pesquisadores individuais e de outros grupos de pesquisa com interesses semelhantes aos nossos, buscando a socialização, o intercâmbio e a ampliação das possibilidades de análise de temas contemporâneos. O evento conta com publicação eletrônica de anais, com catalogação da biblioteca da UFS e ISSN 2175-9715. 


Programação Geral


Turno
18/05/2015
19/05/2015
20/05/2015
Manhã
09h 13h



GT´s

GT´s
Tarde
15h 18h

Credenciamento
(Hall DID VI)

Minicursos
Oficinas
Mesa Redonda
Encerramento
Tarde
18h 19h
Pré-lançamento do Livro
Etnodesenvolvimento Quilombola no Governo Lula
de Aline Ferreira




Noite
19h 22h

Mesa de Abertura
Roda de Conversa

Mesa Redonda
Processos Identitários




Mesas Redondas

Atividade
Temas
Palestrantes
Mesa de Abertura
18/05/2015
19h-21h

LOCAL DID VI
(Auditório)

Roda de Conversa sobre Arte Pública
Coordenador
Lorenzo Bordonaro
Mesa Redonda 19/05/2015
 19h-21h

LOCAL DID V
(Auditório)

Processos Identitários em Debate
Carlos Magno
Marcelo Ennes
Mariana Selister Gomes
Mesa Encerramento
20/05/2015
15h-19h

LOCAL DID VI
(Auditório)

Dilemas Éticos no Trabalho de Campo
Ugo Maia Andrade
Luiz Gustavo P.S. Correia
Hippolytte Brice Sogbossi

Grupo de Trabalho
19 e 20 de maio de 2015, das 9h às 13h.


GT
Tema
Local - Auditórios
01
Estilos de vida, expressividades e identidades
História
02
Tradição, cultura e contemporaneidade
Letras Estrangeiras
03
Etnicidades e relações raciais
Ciências Sociais
04
Estudos Culturais e possibilidades de pesquisa
Geografia
05
Mediações culturais: identidades e poder
CECH
06
Políticas públicas, identidades e diferenças
Pós (Didática 2)

Oficinas/Minicursos


Título
Data/hora
Local
Oficina/Minicurso I

Valor do Consumo e Imaginação Sociológica: Aula de Articulação entre Conhecimento Social cotidiano e Conhecimento Cientifico Social

Mara Raissa Santos Silva e Freitas (DCS-UFS)
Rouseanny Luiza Santos Bomfim (DCS-UFS)

Nosso objeto educacional refere-se à simulação de uma elaboração e de uma execução de plano de aula sobre o consumo enquanto representação social significativa e problemática das sociedades contemporâneas. O objetivo geral é utilizar dois princípios nucleares do conhecimento científico-social: estranhamento e desnaturalização dos fenômenos sociais. Como objetivos específicos temos: incorporar a imaginação sociológica no processo de formação à docência e de aprendizagem e elaborar um plano de aula através de alguns instrumentos intelectuais das ciências sociais. A metodologia partiu da aplicação de uma entrevista semiestruturada em torno das representações sociais dos alunos sobre o consumo. A partir da análise dos dados, far-se-á uma dramatização em que conteúdos simbólicos aparecidos empiricamente serão o ponto de partida para a problematização sociológica do consumo enquanto orientação estruturante da vida social contemporânea. Neste sentido, são priorizados conteúdos que articulam o consumo aos seguintes valores estruturais da regulação social contemporânea – ação social estratégica e competição –, sob a hipótese de que a problematização sociológica de tais conteúdos permitirá a aquisição de um conhecimento empiricamente fundamentado sobre as relações entre problemas pessoais comuns entre estudantes do ensino médio (apatia, fracasso, violência escolar, etc.) e a impregnação de valores da economia de mercado na estruturação de políticas públicas educacionais.


19/05/2015

Auditório Geografia
Oficina/Minicurso II

Elaboração de Relatórios Antropológicos em Processos de Regularização Fundiária de Territórios Quilombolas

Wellington de Jesus Bomfim (PPGS-UFS)

O artigo 68 da Constituição Federal de 1988, que imputa o direito à terra e território dos grupos “remanescentes das comunidades de quilombos” no Brasil, pressupõe um serviço técnico especializado realizado por Antropólogos e Antropólogas, que no primeiro momento se constituía em laudo. Homologado o Decreto 4.887/03, que regulamenta o referido artigo, o papel do especialista passa a constituir-se na elaboração de um relatório que servirá como referencia na demarcação e delimitação dos territórios quilombolas. Este espaço pretende discutir os procedimentos metodológicos que esses processos requerem, destacando o arcabouço legal e normativo que delineia os caminhos destas produções, indicando estratégias de construção de tais peças.


19/05/2015

Auditório CECH
Oficina/Minicurso III


Os Estudos Culturais e a Educação: discutindo propostas de atuação

Daniela Moura Bezerra (PPGS-UFS)
Williams Souza Silva (PPGS-UFS)

A proposta desta oficina é discutir a integração Estudos Culturais (EC) e Educação, refletindo sobre as possibilidades de trabalho que tal campo de discussões pode proporcionar às diferentes disciplinas no ensino médio. Partimos da perspectiva de que o uso da metodologia proposta pelos EC nos dá subsídios importantes para o entendimento da nova dinâmica social e, desta forma, do sistema educacional e das relações sociais estabelecidas em seu interior. Com tal intenção, a ideia é debater inicialmente o percurso de tal corrente de investigação e, em um segundo momento, demonstrar propostas de trabalho a serem desenvolvidas em sala de aula. Público-alvo: estudantes de graduação em Ciências Sociais e professores de sociologia.


19/05/2015

Auditório Letras
Oficina /Minicurso IV

Pesquisas sobre o uso de plantas e substâncias psicoativas: dilemas éticos e metodológicos

Sergio Vidal
Felipe Araujo

Diversos estudos sobre o consumo de plantas e substâncias psicoativas têm demonstrado que este comportamento é algo inerente ao humano, como parte das práticas de diferentes culturas e civilizações. Desde o início da proibição das drogas, no final do séc. XIX, que o “fator proibição” tem sido levado em consideração por pesquisas que se debruçam sobre o consumo de uma ou outra substância, mas também, especialmente, sobre questões éticas e metodológicas enfrentadas ao se estudar populações que têm hábitos e costumes considerados ilegais. Dentro do campo de estudos sobre o consumo de plantas e substâncias psicoativas há um grande número de temas ainda pouco explorados. A proposta desta oficina é abrir diálogo para com os diferentes temas e dilemas que envolvem esse tipo de objeto, dentre os quais: Limites éticos e metodológicos no estudo sobre pessoas e grupos humanos que usam drogas consideradas ilegais; os usos religiosos de plantas psicoativas; os usos de drogas nas sociedades “tradicionais” e “de consumo”; o papel da perícia científica na elaboração de políticas e leis sobre drogas; a importância da reflexividade nas análises sobre o comportamento e a história social do uso de plantas e substâncias psicoativas.
19/05/2015

Auditório
Ciências Sociais



REGRAS PARA INSCRIÇÃO E PARTICIPAÇÃO NO EVENTO


Inscrições Gratuitas pelo SIGAA a partir de 10 de abril de 2015
 
Prazos e regras

1 - O evento acontece nos dias 18, 19 e 20 de maio de 2015.

2 - Período para a submissão dos resumos: 01 a 18 de abril de 2015.

3 - Os trabalhos (resumos e completos) devem ser enviados exclusivamente ao e-mail dos coordenadores após a realização de sua inscrição no link abaixo.

3 - Divulgação dos resultados da seleção dos trabalhos inscritos: 22 de abril de 2015.

4 - Prazo para recebimento dos trabalhos completos: 08 de maio de 2015.

- Abertura das inscrições pelo SIGAA: 10 de abril de 2015.

- Encerramento das inscrições pelo SIGAA: 17 de maio de 2015.

7 - Atenção, ao inscrever-se como ouvinte, não assinale a opção dos GTs, que é exclusiva para aqueles que irão enviar resumos para apresentação de trabalhos.

8 - Ouvintes e apresentadores de trabalhos inscrevam-se somente através deste link.




Regras para apresentação de trabalhos em Grupos de Trabalho 


1 – Serão aceitos até 12 trabalhos por GT (divididos em dois dias de apresentação).


2 - Cada inscrito poderá encaminhar apenas um trabalho como autor e um outro como coautor. 


3 – A candidatura para apresentação de trabalho se dará através de envio do resumo aos e-mails dos coordenadores de GT, conforme publicado abaixo.



Normas para submissão de resumos e trabalhos completos 


Resumo para GTs: fonte Times New Roman, espaço simples, tamanho 12, margem 3cm. O resumo deve conter: (1) título do trabalho (centralizado e em caixa alta); (2) nome do autor, instituição (se houver) e e-mail (alinhados à direita). Texto do resumo com no máximo 900 caracteres. Não serão aceitos trabalhos fora deste formato.



Trabalho completo: fonte Times New Roman, espaço 1,5, 
tamanho 12, margem 3cm. O texto deve conter: (1) título do trabalho (centralizado e em caixa alta); (2) nome do autor, instituição (se houver) e e-mail (alinhados à direita). Máximo de 20 laudas e mínimo de 10. Formato do arquivo em PDF. Não serão aceitos trabalhos fora do formato.



O trabalho completo deverá apresentar na primeira página uma capa com as seguintes descrições e em ordem: Nome do evento e nome do GT (no cabeçalho); nome do trabalho centralizado e nome do autor no fim da página. 



Resumos e trabalhos completos deverão ser enviados exclusivamente aos e-mails dos coordenadores até as datas indicadas. Somente terão direito de apresentar trabalhos, receber certificados e constar nos anais eletrônicos àqueles que efetuarem a inscrição até as datas previstas.


GT 1 - Estilos de vida, expressividades e identidades


Coordenação: Liana Matos Araújo e Williams Souza Silva
Debatedores: Éder Claudio Malta Souza e Williams Souza Silva

E-mail: estrelali2@hotmail.com
A proposta do GT é abrir espaço para a discussão a respeito da relação existente entre diferentes formas de expressões urbanas, estilos de vida e processos identitários. Aqui, as expressões urbanas têm a ver tanto com a expressão artística, quanto com os modos de ser estar nos lugares. As práticas e representações presentes em tais espaços possibilitam a manutenção de relações de continuidade com outras formas de percepção e convívio, como: gostos, estilos de vida e identidades sociais. Por sua vez, o trânsito e as frequências dos usos de determinados locais acabam por criar redes de sociabilidades e lugares de trânsito e tensões, baseadas na comunicação, no manejo de códigos específicos, regras de encontros, entre outros. 




GT 2 - Tradição, cultura e contemporaneidade


Coordenador: João Mouzart
Debatedores: João Mouzart e Hippolyte Brice Sogbossi
E-mail: joaomouzart21@hotmail.com

A proposta deste GT é reunir discussões que enfatizem o tema Comunidades Tradicionais, as quais, dentre outras coisas, destaquem questões referentes aos desafios e dilemas dessas comunidades na sociedade contemporânea. O entendimento que trazemos para o debate é o mais amplo possível, no que diz respeito à noção de comunidades tradicionais, abrangendo, por exemplo, comunidades quilombolas, indígenas, pescadores, extrativistas, religiosas, entre outras, tanto rurais quanto urbanas, que tenham em sua organização social e política, e em suas práticas culturais e econômicas, formas costumeiras de convívio, o que inclui também seus festejos. O objetivo é promover um momento de reflexão acerca do que se entende hoje como comunidades tradicionais, principalmente no que diz respeito aos entendimentos institucionais e sua relação com os entendimentos locais. 




GT 3 – Etnicidades e Relações Raciais


Coordenadores: Franklin Timóteo
E-mail: outrofranklin@hotmail.com 


A proposta do GT é fazer uma reflexão sobre a problemática que envolve as expressões da etnicidade nas mais variadas esferas de nossa sociedade, incluindo a educacional, a política e a religiosa. Para tanto, consideramos como questão primordial a perspectiva de que as retóricas de identidade ou a formação identitária são delineadas como um ponto-chave para se pensar as relações interétnicas (e raciais) em contextos sociais, em que a pluralidade de concepções se impõe a partir de uma variedade de códigos simbólicos e inúmeras formas de percepção sobre as diferenças. Entendemos que a formação da identidade pode ser definida como algo situacional ou diretamente influenciada pelo contexto ou lugar de fala e enfrentamento dos indivíduos, o que corrobora para a constituição de identidades com fronteiras não tão bem definidas, onde a fluidez é a principal característica. É com essa perspectiva que pretendemos devolver as discussões neste GT, atentos às possibilidades de entendimentos contemporâneos sobre as teorias da identidade e da etnicidade.        




GT 4 - Estudos Culturais e possibilidades de pesquisa




Coordenadora: Daniela Moura Bezerra
Debatedores: Daniela Moura Bezerra e Sérgio Lima dos Santos (IFS)

E-mail: daniela_mourabezerra@hotmail.com


Este GT propõe viabilizar um espaço de discussão sobre as múltiplas possibilidades de trabalhos de pesquisa a partir das perspectivas teóricas dos Estudos Culturais. Nesse sentido, serão recebidos trabalhos que se dediquem a reflexão sobre metodologias e abordagens que adotam posturas interdisciplinares (antropologia, artes, história, comunicação social, literatura, política e sociologia) na construção de seus objetos de análise. Receberemos propostas que apresentem reflexões sobre a prática da pesquisa ou exemplos de aplicação de metodologias que privilegiaram o caráter etnográfico, o trabalho em arquivos ou estudos a partir do uso de narrativas, sons e imagens.




GT 5 - Mediações Culturais: identidades e poder




Coordenadores: Élida Damasceno Braga e Eliseu Ramos dos Santos
Debatedores: Luiz Gustavo P. S. Correia e Frank Marcon
E-mail: eliseu_ciso@hotmail.com


A proposta deste GT é reunir reflexões dedicadas aos estudos das relações de poder e manifestações de identidades envolvidas por processos de mediação cultural.  O desafio é pensar atividades e experiências sociais, analisadas sob a ótica das produções, dos circuitos, dos consumos, das interpretações e dos conflitos. Dessa maneira, tal proposta enfatiza diferentes usos cotidianos de mediação cultural (orais, escritos ou visuais) em diferentes cenários de relações de poder. Interessam trabalhos que tratem de tais questões em diferentes formatos comunicativos (seja através de distintos meios ou estilos), considerando intencionalidades, receptividades, formas de afirmação de identidades e diferentes expressões e dimensões de poder nelas contidas. Consideramos que, na sociedade contemporânea global e ao mesmo tempo localizada, os processos de mediação revelam tensões atravessadas por diversas lógicas culturais, discursos e representações artísticas, políticas e sociais.  




GT 6 - Políticas públicas, identidades e diferenças. 




Coordenadores: Diogo Francisco Cruz Monteiro e Yérsia Souza Assis
Debatedores: Diogo Francisco Cruz Monteiro e Yérsia Souza Assis

E-mail: diogocruz_21@yahoo.com.br


A proposta deste GT é reunir pesquisadores do tema política pública, articulado aos debates sobre gênero, juventude, etnia, raça, meio ambiente e cultura, que de algum modo pensam as dimensões do papel do Estado, do governo e das formas de organização coletiva que se afirmam como grupos de identidade ou alteridade. Que políticas são estas? Como elas são colocadas em prática? Quem são os sujeitos destas políticas? Como elas interferem no processo de ativação dos sentimentos de identidade coletiva? Quais suas implicações sociais? Como entender o atual fenômeno das políticas públicas voltadas para grupos sociais específicos e suas interferências nos processos identitários? Serão aceitos trabalhos dispostos a apresentar resultados de suas pesquisas de campo.  




Comissão Organizadora:

Prof. Frank Marcon (frankmarcon@oi.com.br)
Daniela Moura Bezerra
Danielle Parfentieff de Noronha
Diogo Francisco Cruz Monteiro
Élida Damasceno Braga
Eline Limeira dos Santos
Eliseu Ramos dos Santos
Ely Daisy de Jesus Santos
Felipe Silva Araujo
Franklin Timóteo Espírito Santo
Ivan Paulo Silveira Santos
João Mouzart de Oliveira Junior
José Alison Nascimento Garcia
Liana Matos Araújo
Mara Raissa Santos Silva e Freitas
Suene de Souza Dantas
Williams Souza Silva
Yérsia Souza de Assis